As bibliotecas existem desde que o ser humano desenvolveu a escrita. Com a possibilidade de registrar o conhecimento, surgiu também a necessidade de conserva-lo a longo prazo.
De fato, as mais antigas bibliotecas conhecidas existiram na antiga Mesopotâmia ou Suméria, berço da civilização humana, ha mais de 5.000 anos. Essas bibliotecas não armazenavam livros, e sim tábuas de argila nas quais as palavras eram talhadas.
Inicialmente, as bibliotecas eram privadas. Ou seja, estudiosos acumulavam livros ou tábuas em acervos pessoais. O conceito de bibliotecas públicas surgiu apenas no século IV antes de Cristo, possivelmente na Grécia.
Talvez a mais famosa biblioteca pública foi a Grande Biblioteca de Alexandria, fundada em Alexandria, atualmente no Egito, no século III antes de Cristo. O idealizador dessa famosa instituição tem nome: Demétrio de Faleros, um orador grego. O então rei do Egito, Ptolomeu I, abraçou a ideia com entusiasmo, e iniciou os trabalhos na biblioteca que foi finalizada pelo seu filho Ptolomeu II e seu neto Ptolomeu III. A biblioteca chegou a armazenar em torno de 750.000 pergaminhos. Durante o governo romano, porém, a biblioteca foi lentamente sendo depredada durante guerras (inclusive queimada acidentalmente por Júlio César) e abandonada, desaparecendo por completo no século III depois de Cristo. Ao contrário do que se pensa comumente, a Biblioteca de Alexandria não foi queimada em um evento catastrófico; foi uma degradação lenta e gradual.
A era de ouro das bibliotecas, porém, foi durante o Iluminismo. Em 1753 surgiu o Museu Britânico, que viria a separar-se da Biblioteca Britânica apenas em 1973, e em 1800 foi fundada a Biblioteca do Congresso (dos Estados Unidos). Essas duas competem atualmente como as maiores bibliotecas da história.
A Biblioteca Britânica contém hoje quase 14 milhões de livros, chegando a possivelmente 200 milhões de objetos entre manuscritos, mapas e outras mídias. Quando comparado com os menos de 800 mil itens da Biblioteca de Alexandria podemos contemplar a magnitude do conhecimento moderno. No começo a Biblioteca Britânica contava com diversos edifícios espalhados por Londres, até que em 2013 foi finalizada a construção de St. Pancras, que hoje abriga a maior parte do acervo. É a maior construção pública do Reino Unida construída no século 20. O acervo conta com obras históricas de peso, como o caderno de Leonardo da Vinci, a Magna Carta e manuscritos originais de Jane Austen.
A Biblioteca do Congresso alega ser a maior biblioteca do mundo. Na verdade, possui menos itens que a Biblioteca Britânica. Contando apenas livros, porém, pode ser considerada de fato a maior de todas: são impressionantes 40 milhões de livros e 74 milhões de manuscritos! Ela ocupa três prédios na Colina do Capitólio em Washington, mas possui estoques em outros estados americanos. Embora seu objetivo primário seja fornecer conhecimento ao Congresso Americano a fim de embasar as suas decisões, a biblioteca pode ser consultada por qualquer pessoa, embora apenas oficiais do governo possam emprestar livros.
A tendência das bibliotecas é o crescimento, o acúmulo de conhecimento, como percebemos pelos acervos cada vez mais ricos. Devemos apenas tomar cuidado, e zelar por esse patrimônio inigualável, se não quisermos que elas tenham o mesmo fim da Grande Biblioteca de Alexandria.

Um dos mais tradicionais sebos do país, com uma loja física de três andares e um acervo de mais de 150.000 títulos.
Fundado em 1999.